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O que é uma pauta e como construir seu texto a partir dela

O que é uma pauta nos dias de hoje, considerando artigos na internet?

Melhor não se apressar na resposta.

Quem é das antigas pode confundir o conceito com o que se praticava no jornalismo tradicional.

Já quem é novato talvez não entenda totalmente a sua importância.

O fato é que uma boa pauta é parte inseparável da produção de conteúdo para sites e blogs.

Para o contratante, serve para indicar ao redator o direcionamento que ele deseja dar ao texto.

quem escreve deve usá-la como uma espécie de guia, perseguindo o objetivo de entregar sempre a melhor resposta a uma dúvida específica do leitor.

Neste artigo, vamos explicar o que é uma pauta hoje, como ela é construída e seus reflexos na forma como um bom texto é moldado.

O que é uma pauta

O que é uma pauta, afinal?

A pauta é uma orientação por escrito, utilizada para explicar o que se espera da construção de um determinado texto.

Pode ser aplicada também para relacionar tudo o que deve ser abordado em uma reunião ou evento.

No jornalismo, a pauta é o meio através do qual editores informam aos repórteres sobre quais assuntos devem escrever.

Em redações maiores, inclusive, era comum a figura do pauteiro – assim chamado o profissional responsável por coletar informações e construir as pautas.

Em linguagem moderna e atual, podemos ainda nos referir à pauta como briefing, palavra de origem inglesa cujo significado também remete ao detalhamento de instruções sobre uma tarefa a ser executada.

Mais do que o termo utilizado, é importante compreender o conceito.

E como você vai ver no próximo tópico, sua aplicação prática hoje é totalmente diferente do que se conhecia em um passado recente.

Por que a pauta hoje é diferente?

Até aqui, já sabemos o que é uma pauta em seu conceito clássico.

Mas no que ela se diferencia hoje do modelo praticado anteriormente?

Para compreender, é preciso explicar como se dá a elaboração da pauta antes e depois do avanço do texto online.

Em jornais tradicionais, com ou sem a figura do pauteiro, repórteres recebem na pauta as instruções para elaborar reportagens.

A definição do conteúdo a ser apresentado aos leitores, portanto, cabe a editores e jornalistas.

Na prática, são eles que escolhem o que todos nós devemos ler.

Já no texto para blogs, a lógica é inversa.

São os leitores que definem qual será a pauta oferecida a eles.

A pauta continua cumprindo o mesmo papel, mas a sua existência só se justifica se ela atende àquilo que o público deseja ler.

Do contrário, já nasce condenada ao esquecimento.

Um pouco confuso?

Vai ficar mais claro ao compreender como a pauta é construída atualmente.

Como a pauta para blogs é elaborada

A partir de agora, vale considerar apenas o que é uma pauta para blogs.

Esqueça o formato tradicional, embora ainda praticado por jornais, pois ele se tornou obsoleto para as necessidades da web.

Então, no meio digital, a pauta que chega até as mãos do redator é elaborada a partir de uma palavra-chave.

É dessa forma que chamamos o termo, expressão ou frase exata que os usuários digitam na caixa de buscas do Google.

Por exemplo, se ele ali escreve “receitas com camarão”, essa é uma palavra-chave.

Se pesquisa por “consórcio”, também.

Graças a ferramentas online, sobre as quais já iremos falar, é possível descobrir quais são as palavras-chave mais buscadas no Google.

Obviamente, esse é um indicativo inegável quanto aos assuntos que geram maior interesse do público.

Por outro lado, se você tem um blog sobre empreendedorismo, é inútil saber que “receitas com camarão” tem um alto número de buscas.

Começa aí o que se chama de estudo de palavras-chave.

Uma palavra-chave = uma pauta

A elaboração de pautas para projetos de conteúdo digital é organizada na forma de um calendário editorial.

O esforço inicial compreende a reunião de termos buscados no Google que se relacionam diretamente com o conteúdo abordado no blog.

Se ele foca no empreendedorismo, por exemplo, surgirão nesse estudo palavras-chave diversas sobre gestão, abertura de empresa, controle financeiro, entre outras.

Veja exemplos:

  • Como abrir empresa
  • Como fazer o controle financeiro de uma empresa
  • Dicas de gestão financeira
  • Ferramentas de administração
  • Como atrair clientes
  • O que fazer para vender mais

Após reunir todos esses termos e outros mais, é feita uma classificação conforme o volume de buscas.

Esse não é o único requisito considerado na elaboração de uma pauta, mas certamente é o principal.

A partir daí, o gestor do projeto identifica de forma clara quais são as palavras-chave que mais interessam ao seu público.

Cada uma delas demanda uma nova pauta.

E o que isso significa na prática?

Que o número de buscas determina qual será a pauta a trabalhar no blog.

Ou seja, é o público que define os assuntos sobre os quais o redator web deve escrever.

Percebe a diferença?

Relembrando, então:

  • Quem propõe a pauta tradicional são editores, os quais definem os assuntos que mais interessam ao público conforme a sua percepção
  • Quem propõe o novo formato de pauta é o público, que sinaliza a partir de suas buscas no Google sobre quais assuntos deseja ler.

Então, o que é uma pauta hoje se não um retrato fiel das necessidades dos usuários na internet?

A inversão da lógica é real e irreversível.

Gestores de projetos de conteúdo e redatores precisam levar isso em conta.

Seja ao propor pautas ou ao transformá-las em artigos.

O que não pode faltar em uma pauta

Chegou o momento de entender o que é uma pauta na prática.

Então, vamos ver como colocá-la no papel (não literalmente, claro).

Se você quiser contratar artigos para blog, saiba agora o que não pode faltar na sua solicitação para cada texto.

Já se você é o responsável pela produção de conteúdo, entenda com que informações deve trabalhar para entregar ao cliente aquilo que ele deseja.

1. Palavra-chave

Tudo começa por ela, é claro.

Sem a palavra-chave, não há pauta na web.

É a partir dela que o redator online escreve seu artigo.

Por isso, tão importante quanto a sua definição, é garantir que isso ocorra da maneira correta.

Escolher um termo com baixo volume de buscas no Google, por exemplo, fará com que um ótimo artigo não seja encontrado na internet.

Assim, o que tinha tudo para ser uma estratégia eficaz para gerar bom tráfego orgânico vira desperdício de tempo e esforço.

Nunca esquecendo que a palavra-chave é o que há de mais importante a saber sobre SEO, Search Engine Optimization – o trabalho de otimização do artigo para o melhor posicionamento no Google.

2. Título

É recomendável que a pauta tenha um título pré-definido.

No mínimo, isso ajuda o redator a entender qual direcionamento deve dar ao texto.

Se ele recebe apenas a palavra-chave, o termo em questão pode ser genérico demais.

Veja, por exemplo, o caso da palavra-chave “gestão financeira”.

Seu sentido é bastante amplo.

Pode tanto dar origem a um artigo com dicas de gestão financeira, como sobre erros no processo, também quanto à importância dela, entre outras abordagens possíveis.

Dessa forma, um título é importante para não deixar dúvidas.

Mas ele não deve ser engessado.

Ou seja, cabe ao redator avaliar se a sua construção está a mais adequada possível no que diz respeito à otimização para o Google.

Lembrando que técnicas de SEO se aplicam também aos títulos dos artigos.

3. Sugestão de estrutura

Até podemos considerar a previsão de uma estrutura para o artigo como opcional na pauta.

Mas ela é importante para evitar qualquer tipo de ruído na comunicação entre o contratante e o redator freelancer.

Por mais que o profissional já tenha o título e a palavra-chave, pode propor tópicos que não são exatamente aqueles que o cliente gostaria de ver no artigo.

É importante ver essa questão como um compromisso de ambos.

Se o gestor do blog simplesmente ignora a sua responsabilidade, pode receber um artigo não tão completo quanto gostaria.

Por outro lado, se o redator se limita a acatar a estrutura, pode falhar no desafio de fazer daquele artigo a resposta mais completa para determinada palavra-chave.

O resumo é claro: ambos devem participar do processo.

Cada novo tópico do artigo pode ser aberto a partir de um subtítulo, que na linguagem HTML – já incorporada ao vocabulário do redator – se chama H2.

Se, dentro desse subtítulo, houver uma nova divisão, ela vai se chamar H3.

Esse também é um conhecimento essencial tanto para quem contrata quanto para quem produz o artigo.

Afinal, é um cuidado importante sob o ponto de vista do SEO.

4. Palavras-chave relacionadas

Para ampliar as possibilidades de uma boa classificação do artigo junto ao Google, é válido que a pauta traga ainda algumas palavras-chave relacionadas.

São sugestões de termos próximos da palavra-chave primária.

Quando inseridos organicamente ao longo do texto, favorecem o seu melhor ranqueamento.

Quem propõe a pauta pode encontrar esses termos fazendo uso das mesmas ferramentas utilizadas para determinar o termo principal.

Entre eles, podemos citar o Keyword Planner, plataforma grátis do Google, e o SEMRush, que é pago, mas bastante completo.

Outras palavras-chave relacionadas podem ser determinadas a partir do Google Suggest.

No papel de usuário, você certamente já experimentou essa função na prática.

Conforme digita na caixa de buscas do Google, ele sugere complementos à pesquisa.

Identificou o recurso sobre o qual estamos falando?

Experimente ainda rolar a primeira página do buscador até o fim e verá lá outras sugestões complementares à busca e que podem aparecer junto ao texto, enriquecendo o conteúdo.

Nessa hora, não custa lembrar: o artigo mais completo, e que oferece a melhor resposta a uma dúvida específica do usuário, é aquele que vence a corrida pelo topo do Google.

5. Referências

Com a pauta em mãos, por onde o redator deve começar o seu trabalho para a construção do artigo?

É bastante válido que o próprio contratante se faça esse questionamento.

E, como resposta, ofereça ao produtor de conteúdo links de textos que considera adequados sobre a temática a ser abordada.

Ainda que a palavra-chave trabalhada neles não seja a mesma, vale como fonte de inspiração.

Ou, como o próprio termo indica, como referências.

Uma boa prática nesse sentido é listar o atual top 10 para uma determinada palavra-chave.

Observar com atenção a concorrência é o primeiro passo para oferecer ao usuário um conteúdo melhor e mais completo do que ela.

6. Observações

Por fim, cada projeto de conteúdo tem suas particularidades.

As principais delas giram em torno de seus objetivos.

Nesse sentido, uma recomendação interessante é complementar a pauta com tudo aquilo de importante que não foi citado até então.

O contratante pode usar uma área destinada a observações para reforçar o direcionamento específico a ser dado a um tópico.

Também pode indicar ali qual deve ser o CTA (Call to Action), uma chamada à ação que pode envolver desde um convite a comentar até oferecer um link para um infoproduto ou uma landing page.

Vale deixar claro por qual razão aquele artigo está sendo proposto.

Ou seja, o que o contratante espera obter a partir dele.

Tráfego? Vendas? Engajamento?

Bônus: crie e gerencie pautas pelo Google Planilhas

Em vez de colocar sua pauta no papel (ou em arquivo do Word), experimente a solução compartilhada do Google Drive.

A partir do aplicativo Google Planilhas, você pode criar, editar e gerenciar suas pautas.

A sugestão é que seja elaborada uma planilha para o redator, trazendo todos os campos indispensáveis a uma boa pauta.

Lembrando que, como é armazenado em nuvem, o arquivo pode ser editado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

E o melhor: redator e cliente podem adicionar comentários sobre dúvidas específicas e outras questões pertinentes em qualquer célula da planilha.

Como transformar uma pauta em artigo

O entendimento sobre o que é uma pauta mudou, mas não a sua função.

Quando bem construída, ela facilita bastante a tarefa do redator.

Por outro lado, não garante que ele fará dela um excelente artigo.

Para tanto, é preciso atender a etapas obrigatórias, que são estas que vamos relacionar agora.

Confira!

Capture a essência da palavra-chave

Você já sabe o que é uma pauta e quais são os seus elementos.

Agora, dedique-se a estudá-la.

Todo artigo parte de uma palavra-chave e é construído em torno dela.

Cabe ao redator capturar a sua essência, ou seja, identificar que resposta o usuário procura ao digitá-la durante sua busca no Google.

Cumprido este primeiro passo, fica mais fácil entregar no artigo a solução desejada.

Vá a fundo nas pesquisas

Uma das maiores vantagens de atuar como redator home-office é que todo o material de trabalho está à sua frente.

Ele só precisa de uma mesa, um computador e conexão à internet.

Na web, ele encontra todo o tipo de informação que precisa para construir um bom artigo.

Não precisa entrevistar ninguém para ganhar dinheiro escrevendo para blogs.

Se souber pesquisar em referências confiáveis e ir a fundo nessa tarefa, coleta dados para efetivamente oferecer a melhor resposta ao problema do usuário.

É válido buscar informações em sites internacionais e agregar dados estatísticos e citações, quase sempre disponíveis.

Ganhe o leitor na primeira frase

O curso Redator Hacker ensina a seus alunos que o redator tem apenas sete segundos para conquistar o leitor.

Basicamente, isso se dá na primeira frase.

Como na internet há material farto sobre praticamente todo assunto, cabe ao usuário escolher aquele texto que o cativar desde o início.

E essa tomada de decisão leva no máximo sete segundos.

Se não gostou da sua introdução, fecha o artigo e vai para o próximo.

Quer uma dica?

Escreva e reescreva essa primeira frase várias vezes, faça uma análise crítica dela e se coloque no lugar do leitor.

Você precisa se ver envolvido pelo próprio artigo.

Produza conteúdo relevante

O desafio da introdução perfeita se renova a cada linha do artigo.

É preciso pegar o leitor pela mão e conduzi-lo ao longo de toda a sua jornada pelo texto.

O interesse pela leitura deve permanecer, sob o risco de ele fugir dali a qualquer momento.

E isso você só conquista ao oferecer conteúdo relevante.

Não perca o foco no problema que trouxe o usuário ao seu texto.

Seja interessante e útil através de suas palavras.

Faça do texto uma solução para o leitor.

Seja 100% original

Conforme você pesquisa para atender à pauta do cliente, terá contato com textos bastante completos.

A tentação pode ser grande para copiar algum trecho e transportá-lo ao seu artigo.

Mas jamais faça isso.

Não há como oferecer a melhor resposta à dúvida do leitor se ela for igual (ao menos em parte) à de outro artigo.

Faz sentido, não faz?

Então, fuja da cópia, que é o maior dos erros que um redator pode cometer na sua carreira.

Aliás, se for por esse caminho, não há longevidade na profissão.

Respeite o SEO

As boas práticas de SEO não existem por acaso.

São elas as responsáveis por fazer com que seu artigo seja encontrado na internet.

E nunca é demais lembrar que é para isso que redatores são contratados.

Então, perca o medo do SEO, mas siga o respeitando.

Leia sobre o assunto, faça um curso, se especialize.

Aprenda a construir um artigo com as melhores técnicas de otimização.

Faça da pauta uma aliada

Neste artigo, falamos sobre o que é uma pauta e como ela é construída para blogs.

Mais do que compreender o conceito, você conferiu a importância desse instrumento para que os objetivos esperados com o texto sejam alcançados.

Seja para gerar tráfego orgânico, capturar leads ou concretizar vendas, a estratégia de marketing de conteúdo depende de artigos relevantes e otimizados.

Ao mesmo tempo em que o SEO é imprescindível para essa segunda característica, a pauta contribui decisivamente com a primeira.

Afinal, aponta o caminho desejado pelo contratante para que o redator escreva de forma interessante e atrativa.

É a partir dela que o leitor começa a ser fisgado.

Não negligencie essa etapa da produção de artigos.

O Redator Hacker incentiva uma boa pauta, tanto capacitando os melhores redatores do mercado quanto gerando conteúdo de altíssima qualidade na sua agência.

Seja qual for a sua necessidade, faça contato conosco.

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