Algoritmo De SEO Do Google: Mudanças e Tendências (2019-2020)
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Algoritmo de SEO do Google: tendências e novidades – 2019 e 2020

Qual é o futuro do algoritmo de SEO do Google em 2019, 2020 e nos próximos anos?

Essa é uma das principais dúvidas e preocupações dos profissionais de marketing digital.

Afinal, a lógica da busca do Google recebe atualizações frequentes, e não é fácil ficar por dentro de todas as novidades da inteligência artificial por trás do ranqueamento de sites e blogs.

Para facilitar sua vida, o Redator Hacker traz um compilado com as principais mudanças e atualizações do algoritmo de SEO do Google.

Além disso, apresenta um mapa da mina para quem busca encontrar os melhores tesouros do SEO no futuro.

Preparado para navegar pelas tendências de SEO e escalar o ranking do Google?

Então embarque conosco na jornada que começa agora.

Algortimo de SEO do Google

Algoritmo de SEO do Google em 2019: 7 fatores para levar em conta

A experiência do usuário deve ser o principal foco de quem quer agradar ao algoritmo de SEO do Google em 2019.

Garantir um site com uma boa usabilidade e portabilidade para celular e que tenha carregamento rápido são alguns dos pontos básicos para melhorar o posicionamento nos sites de busca.

Mas esse é só o começo.

A seguir, descrevemos 7 dos principais fatores que você deve levar em consideração para decolar organicamente nos resultados:

1. Conteúdo de qualidade

Conteúdo relevante é a chave de tudo.

Isso quer dizer que você precisa falar de temas que as pessoas estão buscando, e de uma forma que elas queiram ler. 

A usabilidade do site e legibilidade do texto determinarão se o seu leitor permanecerá na página ou vai desistir e pular para a próxima aba.

Se você está se perguntando como criar conteúdo de qualidade, vale a pena conferir este guia que preparamos: Como escrever textos para blog

Uma dica é conversar com o leitor como se ele fosse um amigo próximo.

Dessa forma, o texto ganha fluência, e o leitor percebe que o conteúdo não foi escrito por um robô, o que é mais convidativo do que um texto meramente informativo.

E, mais do que pensar na experiência do usuário em relação à narrativa, você deve considerar o post como uma resposta ou uma solução para o problema do leitor.

Será que o seu artigo é a melhor resposta para aquela demanda?

2. SEO por localização

Com o uso crescente de buscas feitas por meio de dispositivos móveis, ganha espaço a pesquisa feita por locais próximos ao usuário.

O uso do recurso “próximos a mim” teve um aumento expressivo de 500% nos últimos dois anos, de acordo com informações publicadas neste artigo do portal Infront.

Nesses casos, o usuário entende que os resultados são ordenados por relevância e proximidade.

Por isso, estar bem posicionado organicamente no ranking do Google é crucial: ninguém vai procurar um restaurante na segunda página dos resultados, por exemplo. 

Aqui vão algumas dicas sobre como garantir uma melhor posição em buscar por proximidade:

  • Certifique-se que o estabelecimento esteja cadastrado no Google My Business
  • Coloque seu endereço comercial no seu website e em todas as suas redes sociais 
  • Escreva conteúdo para o seu website considerando a sua localização. Por exemplo: “loja de artigos esportivos em Curitiba, PR” 
  • Inclua as áreas onde você presta serviço no Google My Business e no seu website
  • Conquiste os mecanismos “farejadores de conteúdo” do Google focando em produção de conteúdo nas redes sociais e colecionando reviews no Google.

3.  Schema markup

O Schema markup ajuda o Google a ler melhor o website por meio de tags que estejam lincadas com o conteúdo.

Com essa ferramenta, a interpretação do texto se torna mais fácil para o buscador, que consegue otimizar a apresentação desse resultado em seu ranking.

Exemplo: em um post de receita de comida, o Schema diz ao Google que aquele amontoado de palavras se refere a uma instrução de preparo do prato.

Isso favorece a indexação do conteúdo, por acelerar a compreensão do Google, e por permitir ao buscador que entregue esse conteúdo ao usuário de uma forma estruturada.

Para aprender mais sobre o Schema, visite o site oficial.

4.  Velocidade de carregamento do site 

A velocidade do site é outro fator importante para subir organicamente no ranking das pesquisas, e isso vem ganhando força no ano de 2019.

Tem tudo a ver com o impacto da velocidade na experiência do usuário.

Em um universo tão abundante quanto a internet, o usuário tende a abandonar o site quando experimenta alguma dificuldade ou lentidão ao navegar.

Para testar a velocidade da sua página, você pode usar ferramentas gratuitas como o Pingdom.

Vale observar que uma boa meta é carregar a página em 2 segundos ou menos.

Sites que levam 3 segundos ou mais tendem a perder usuários.

5. Backlinks

Mesmo em 2019, os backlinks ainda fazem diferença para o algoritmo de SEO do Google.

Mas os critérios estão evoluindo.

Se antes as ferramentas de busca favoreciam link building como compartilhamentos em redes sociais, agora eles consideram a relevância do contexto em que o link está inserido e a autoridade do site que fez a referência.

6.  Portabilidade para celulares 

Com o exponencial crescimento de acessos aos sites de busca via telefones celulares, é essencial que os sites se adaptem sem dificuldade ao uso nestes dispositivos.  

A própria ferramenta de busca do Google está configurada para ter a melhor usabilidade em telefones celulares hoje.

Muitas vezes, os sites são construídos em plataformas que prometem que o resultado será uma página facilmente navegável por aparelhos móveis, mas isso nem sempre é verdade. 

Para verificar se o seu site está otimizado para navegação em celular, você pode usar esse teste do Google para navegação em celular.

7.  Busca por voz 

A busca por voz tem sido cada vez mais utilizada por usuários em celulares, principalmente quando estão dirigindo e precisam de um recurso que facilite a inserção de texto sem usar as mãos.

A Comscore estima que, em 2020, mais de 50% das buscas sejam feitas por voz.

Para otimizar a busca por voz, é preciso usar palavras que simulem o que o usuário falaria no momento da busca.

Na maioria das vezes, a busca é feita por palavras-chave do tipo “long, long tail” (“cada muito longa“), que são aquelas expressões mais específicas, ditadas como se fossem uma pergunta.

Atualizações do algoritmo de SEO do Google

Nos últimos anos, o algoritmos de SEO do Google sofreu muitas alterações.

Estima-se que ao longo de um ano, o Google realize em média entre 500 e 600 atualizações em seu algoritmo.

Ou seja, é um trabalho de evolução constante visando a otimizar as buscas. 

A seguir, confira nove das mais importantes e impactantes:

1. Florida (2003) 

Foi a primeira grande atualização do Google: a partir desse momento, os sites realmente tinham com o que se preocupar.

Isso porque o Google começou a identificar e penalizar sites que adotavam estratégias para “enganar” o buscador, o que de certa forma pode ser compreendido como uma abordagem rudimentar de SEO.

Naquela época, o foco ainda não era conteúdo, mas repetição de palavras-chave.

O Google passou então a excluir de seus melhores resultados sites que citavam algumas palavras de forma excessiva, além de repetir links idênticos (anchor texts).

Nesse primeiro momento, os algoritmos conseguiram fazer uma grande limpeza, eliminando 50% dos resultados listados até então.

Mais trabalho para o black hat

2. Panda (2011) 

Essa atualização foi bastante significativa e chegou a afetar cerca de 12% dos resultados de pesquisa, eliminando sites de má qualidade e que tinham muitos anúncios.

O Panda passou a ser considerado como uma das atualizações mais relevantes que levaram os sites a buscarem a prática do SEO da forma como conhecemos hoje.

Isso porque foi nessa atualização que o algoritmo do Google passou a caminhar para uma análise mais inteligente, que avaliava a qualidade do conteúdo do site, e não mais palavras-chave e links. 

Dessa forma, páginas que apresentavam conteúdos exclusivos e autorais acabaram subindo nas buscas, enquanto aquelas que traziam informações repetidas ou pouco aprofundadas acabavam perdendo posicionamento.

Por isso essa pode ser considerada a atualização que impulsionou a produção de conteúdo com mais qualidade, que continuaria sendo aprimorada pelo Google. 

Em 2015, quando a atualização chegou à sua versão 4.2, foi incorporada em definitivo ao algoritmo principal do SEO.

3. Penguin (2012) 

Complementando as mudanças da trazidas pelo Panda, essa também foi uma grande atualização que representou um marco nas estratégias de SEO.

Conhecida como Webspam Update, a atualização de 2012 foi responsável por conter o excesso de otimizações no conteúdo, ou seja, sites que tentavam estar bem ranqueados por meio do abuso das boas práticas de SEO.

O Penguin consegue atingir esse resultado penalizando sites que contenham links que não melhoram a experiência do usuário, ou ainda que façam referência a conteúdos de baixa qualidade.

A Penguin teve várias versões e, em 2016, chegou à versão 4.0,  quando passou a fazer parte do principal algoritmo de SEO do Google e atuar em tempo real.

4. Hummingbird (2013) 

A Hummingbird se diferenciou das versões anteriores por propor uma revisão completa no algoritmo.

Os resultados passaram a avaliar variáveis mais complexas verificando não apenas a palavra-chave, mas também os sinônimos e o contexto dos termos de busca, além de localização do usuário e buscas anteriores.

Isso quer dizer que o Google conseguiu melhorar seus resultados passando a associar a intenção do usuário com a busca e o motivo.

Dessa forma, o resultado conseguia atingir cada vez mais conteúdos de maior relevância para o usuário.

5. HTTPS/SSL Update (2014) 

Essa atualização do algoritmo de SEO do Google foi bastante importante, pois surgiu com o intuito de incentivar os desenvolvedores a tornar a internet mais segura para o usuário.

Considerando que sites que possuem certificado SSL (e que migram seus domínios para HTTPS) usam informações criptografadas, isso dificultaria a interceptação de dados. 

Ou seja,  a partir do momento que o HTTPS passou também a se tornar um fator de ranqueamento, os sites passaram a colocar o fator segurança em seu radar de uma forma mais prioritária do que antes.

6. Mobile Friendly Update – Mobilegeddon (2015) 

Essa atualização foi o Armageddon para sites que se destinavam apenas aos desktops.

Devido ao exponencial aumento de acesso via dispositivos móveis, páginas com design responsivo passaram a se destacar mais nos resultados de busca, focando na melhoria da experiência do usuário.

7. RankBrain (2015)

Com o RankBrain, houve um verdadeiro salto na evolução do algoritmo na compreensão das intenções de busca.

Podemos dizer que esse sistema se tornou um dos principais fatores para o ranqueamento.

Isso porque,  por meio da inteligência artificial e sem a intervenção humana, o mecanismo é automaticamente melhorado e entrega resultados cada vez mais relevantes.

Na prática, o RankBrain apontou para uma realidade de menos “otimizações” e mais “conteúdo de qualidade”.

8. Google Adworks (2016)

Uma das mais recentes atualização do Google: links patrocinados começaram a aparecer no topo dos resultados, e não mais na lateral. 

Ou seja, os resultados orgânicos foram “empurrados” para baixo na busca, o que tornou ainda mais necessário que as empresas a melhorassem suas técnicas de SEO.

9. Florida 2 Update (2019)

Como nas vezes anteriores, os balizadores dessa atualização são bem claros: o foco é a experiência do usuário.

Afinal, o Google quer se manter como o mecanismo de busca número 1 do mundo.

Se considerarmos que ao classificar uma página, o algoritmo de SEO do Google leva em conta centenas de fatores classificatórios, não existe um elemento chave que fará com que o site suba organicamente nas buscas.

É preciso levar em conta uma série de elementos.

Por isso, não há muito o que se fazer para obter um desempenho melhor além do bom e velho conteúdo de alta qualidade.

Essa é a abordagem mais segura para colocar seu site numa posição melhor nos rankings do mecanismo de busca.

No fim das contas, a pergunta que você deve se fazer é apenas uma:

O meu conteúdo é a melhor resposta para a demanda do usuário?

Futuro do algoritmo de SEO do Google

Pouco a pouco, as mudanças no algoritmo de SEO do Google deixam uma coisa clara: a velha otimização está com os dias contados.

SEO não será uma porção de técnicas conduzidas por espertinhos para burlarem o Google, e sim conteúdo de qualidade para oferecer a melhor experiência ao usuário.

Isso não quer dizer que não haverá HTML, link building e Schema, mas que todos os elementos alheios ao conteúdo terão menor peso do que têm hoje.

Se você não tem certeza do que estamos falando, basta retomar a lista de atualizações do algoritmo de SEO do Google e perceber a lógica por trás da evolução.

Todas as técnicas e ferramentas do SEO do passado eram empregadas para facilitar o trabalho de um robozinho com alta capacidade de leitura e pequena habilidade de compreensão.

Mas o robô cresceu, aprendeu conosco (humanos) e, cada vez mais, compreende a intenção de busca e sabe identificar os conteúdos que oferecerão as melhores respostas para os usuários.

Agora, é a sua vez:

Como você vê o futuro do algoritmo de SEO do Google e como está se preparando para entregar o melhor conteúdo para o seu usuário?

Deixe um comentário.

2 Comentários

  1. igor disse:

    Acredito que a competição, no futuro, será de uma forma clara. A tal da “gameficação” está sendo levada muito a sério. O artigo que estiver em primeiro lugar vai variar a sua colocação durante o dia.

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